
Cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, afirmou esperar milhões de doses de uma vacina até o fim do ano, apesar de nenhuma ter sido aprovada ainda. Cerca de dez candidatas estão sendo testadas. A cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, declarou nesta quinta-feira (18) que espera ter "algumas centenas de milhões de doses" de uma vacina para a Covid-19 até o fim do ano. Nenhuma foi aprovada até agora, lembrou Swaminathan, mas há cerca de dez sendo testadas. Ela também explicou que a OMS está discutindo com os Estados-membros uma forma justa de distribuição de uma vacina: a ideia é dar prioridade a funcionários de saúde na linha de frente e a quem trabalha em ambientes com alto risco de transmissão, como prisões e casas de repouso, além de pessoas nos grupos de risco – por causa da idade ou por terem outras doenças. ANTICORPOS: Vacina em testes para Covid-19 induz produção de anticorpos em 90% dos pacientes, anuncia empresa chinesa TESTES: Rússia vai testar duas vacinas contra a Covid-19 Hidroxicloroquina Cloroquina e Hidroxicloroquina não têm eficácia comprovada contra a Covid Reprodução/TV Globo A cientista foi questionada, durante coletiva de imprensa, sobre o uso da hidroxicloroquina, no Brasil, para tratar a Covid-19. Os ensaios clínicos da OMS com a substância foram suspensos, pela segunda vez, na quarta (17), depois de os especialistas concluírem que o uso dela não trouxe benefícios contra a doença. No Brasil, entretanto, a droga continua sendo recomendada pelo Ministério da Saúde. Nesta semana, a pasta inclusive ampliou a orientação de uso da substância, para incluir grávidas e crianças. Swaminathan reiterou que está claro que ela não reduz a mortalidade de pacientes hospitalizados com a Covid-19, mas afirmou que ainda existe uma lacuna sobre o papel desse tipo de medicamento para prevenir a infecção ou minimizar a gravidade da doença num estágio inicial. A cientista-chefe lembrou, ainda, que os ensaios "Recovery", da Universidade de Oxford, no Reino Unido, também não viram benefícios no uso da droga contra o novo coronavírus. Swaminathan deixou claro que países, incluindo o Brasil, têm a liberdade de decidir seus protocolos, mas frisou que eles devem ser baseados em evidências científicas. Initial plugin text Initial plugin text
Fonte: Globo.com
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